Esse ano comecei a fazer mestrado e hoje comecei meu segundo semestre. Durante a aula, vagando a partir das discussões teóricas da disciplina "Sociedade, Direitos Humanos e Arte", pensei duas vezes na educação da Nina. Uma vez vez quando a professora falou das "ecofeministas" e falou desse sentimento humano de prepotência em relação aos outros seres. Pensei, não vai ter jeito, terei que virar vegetariana. Me deu até vontade de chorar. Não sei se pelos bichos ou porque acho muito difícil ser vegetariana. A outra vez foi quando falaram sobre a América Latina. Pensei, vou passar a dizer pra Nina que ela é latino-americana, ao invés de dizer que ela é brasileira e peruana.
Em casa, introduzi o assunto da América Latina e o Nollan me ajudou. Primeiro ela achou que fosse algo relativo a cachorros, quando a chamei de "latino-americana". Fez todo sentido. Depois explicamos melhor, mostrando o mapa pra ela. Mostramos: aqui é o Brasil, aqui é o Peru, aqui é a América Latina; você é brasileira, é peruana e é latino-americana. No que ela rapidamente respondeu: não, eu sou ser humana. Não sei se ela pensou de novo que fosse algo relativo a cachorro, ou se ela se confundiu porque as duas palavras rimam... fato é que ela tem toda razão. Aí confirmei e disse que a América Latina ficava na Terra e que ela era terráquea, assim como os cachorros, as baleias, etc. E, pronto, acho que não vai ter jeito, mais cedo ou mais tarde, esse papo vai acabar levando a gente pro "ecofeminismo" e pro vegetarianismo...
Nina fez 3 anos no dia 13 de agosto e o tema da sua festa foi "baleia" e a cor principal foi azul. Ela tem uma fixação por essa cor desde antes de saber andar e falar e já tem mais de um ano que ela também é apaixonada por baleias. Algo me diz que Nina pode vir a se tornar uma ecofeminista especialista em oceanos. Um sonho bonito, né?! 😍

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